Considerando as necessidades nutricionais
durante a gestação e com base no estudo de King
(2000) sobre a fisiologia da gravidez, analise as
alternativas e escolha a correta:
A O aumento da ingestão de cálcio durante a
gestação não é necessário, uma vez que a
reabsorção óssea materna é suficiente para
fornecer as quantidades adequadas de cálcio
ao feto. O paratormônio (PTH) e o calcitriol
regulam os níveis de cálcio plasmático para
garantir o desenvolvimento esquelético fetal,
conforme King (2000) e Guyton & Hall (2006).
B A ingestão calórica recomendada para
gestantes aumenta substancialmente no
primeiro trimestre, com o objetivo de formar
reservas de gordura e sustentar o rápido
crescimento fetal. King (2000) sugere que esse
aumento deve ser de até 400 kcal por dia,
dependendo do peso pré-gestacional da
mulher.
C A suplementação de ácido fólico é
recomendada apenas no segundo trimestre da
gestação, quando a demanda por folato
aumenta para sustentar a eritropoiese e a
síntese de DNA nos tecidos em
desenvolvimento. O excesso de ácido fólico no
início da gravidez pode estar associado a riscos
de complicações metabólicas, como a
resistência à insulina e obesidade infantil,
conforme King (2000).
D
A suplementação de ferro no primeiro trimestre
da gestação deve ser evitada, pois pode
aumentar o risco de hipertensão gestacional e
pré-eclâmpsia devido à alta concentração de
ferro livre no plasma, que gera estresse
oxidativo e inflamação vascular, conforme King
(2000). A suplementação de ferro deve ser
iniciada no segundo trimestre, quando a
demanda de ferro aumenta significativamente
para suportar o crescimento fetal e a expansão
do volume sanguíneo materno.
E A necessidade de proteínas durante a gestação
aumenta aproximadamente em 1,1 g por kg de
peso corporal por dia, conforme as diretrizes
atuais, para suportar o crescimento fetal, o desenvolvimento de tecidos maternos e a
manutenção da função imunológica. Esse
aumento é necessário para garantir a síntese
proteica adequada e evitar deficiências
nutricionais que possam comprometer o
desenvolvimento fetal, conforme indicado por
King (2000).