Durante a Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), em entrevista concedida ao programa Metrópolis
(2019), Jarid Arraes falou sobre sua estética e suas inspirações para o desenvolvimento de Redemoinho em Dia
Quente (2019). Leia, a seguir, um trecho de sua fala.
[...] Eu comecei escrevendo cordel, porque meu pai e meu avô, eles são cordelistas, então eu queria dar
continuidade à tradição do cordel na família. Mas eu queria fazer isso de um jeito subversivo. [...] Escrever
sobre o interior do Ceará, escrever sobre o sertão, era uma coisa que me importava muito. Até porque eu
queria escrever pela minha ótica, que, com certeza, não iria ser aquela ótica do estereótipo, do chão rachado,
com o esqueleto de uma vaca. [...] Acima de tudo, é uma questão política pra mim. É por isso que eu quis
tanto, que eu me esforcei muito para parecer verdadeiro.