Existem diversos exames, cada qual com grau distinto
de complexidade, que permitem a avaliação
hemostática de um paciente. Em geral, a avaliação
inicial do paciente com diátese hemorrágica começa
com a análise do coagulograma (tempo de
protrombina, tempo de tromboplastina parcial ativada
e tempo de trombina) e da contagem plaquetária.
Sobre as avaliações realizadas, julgue as afirmativas
abaixo:
I- O tempo de trombina (TT), avalia a via
extrínseca da coagulação, que abrange o fator
tecidual e o fator VII, além dos fatores da via
final comum (X, V, II e fibrinogênio). Esse
teste é particularmente sensível à deficiência de
fatores de coagulação dependentes de vitamina
K, a saber: VII, X e II. Sendo assim, o teste é
bastante aplicado para o acompanhamento do
status de anticoagulação de pacientes usuários
de antagonistas da vitamina K.
II- O teste da tromboplastina parcial ativada
(TTPA) avalia a via intrínseca da coagulação,
que engloba cininogênio de alto peso
molecular, pré-calicreína, fatores XII, XI, IX,
VIII, além dos fatores de coagulação da via
final comum (X, V, II e fibrinogênio). Semelhante ao TP, mede-se o tempo, em
segundos, até a formação do coágulo, que pode
ser detectado visualmente, opticamente ou por
medidas eletromecânicas.
III- O teste da protrombina (TP) é iniciado a partir
da recalcificação do plasma do paciente na
presença de trombina humana ou bovina diluída
e termina com a formação do coágulo. Como há
acréscimo de trombina no ensaio, o TP avalia a
conversão de fibrinogênio em fibrina realizada
pela trombina. Dessa forma, o exame é alterado
em situações como
hipofibrinogenemia/disfibrinogenemia/afibrinogenemia, uso de inibidores da
trombina (heparina ou inibidores diretos da
trombina), produtos de degradação da
trombina, anticorpos contra a trombina bovina
(exposição prévia) e altas concentrações
proteicas no plasma.
Está CORRETO o que se afirma em: