Salmonelose aviária é uma doença infecciosa que
acomete aves em todas as idades. Requer monitoria oficial em estabelecimentos que fornecem frangos de corte
para frigoríficos exportadores. Seu diagnóstico requer
comunicação obrigatória ao Serviço de Defesa Sanitária
Animal (SDSA). Sobre Salmonelose aviária, avalie as seguintes afirmações:
I. As salmonelas paratíficas podem causar doença clínica
e comprometer a produção avícola, com perdas econômicas, além de ter importante significado para a saúde
pública. As infecções por essas salmonelas podem produzir portadores assintomáticos, o que dificulta a identificação dessas aves e aumenta o risco de comercialização
de carcaças e ovos contaminados.
II. O uso de vacinas vivas e inativadas contra salmonelas
paratíficas é permitido somente em matrizeiros, ao passo que a administração de vacina contra qualquer tipo
de salmonela é proibida em granjas de seleção genética
(linhagens puras), bisavozeiros e avozeiros.
III. Estabelecimentos de reprodução de aves como núcleos de seleção genética, bisavozeiros, avozeiros e matrizeiros devem, obrigatoriamente, ser livres para Salmonella gallinarum, Salmonella pullorum, Salmonella
enteritidis e Salmonella typhimurium;
IV. Na pulorose, a principal via de transmissão da doença é a vertical, pois acomete principalmente os pintinhos
na primeira semana de vida e desencadeia quadros de
diarreia esbranquiçada e tamponamento cloacal. Por seu
turno, o tifo aviário, considerado uma doença reemergente no Brasil, de mortalidade variável e constante, é
uma doença de caráter septicêmico e toxêmico em frangos de corte, poedeiras e reprodutoras adultas.
V. É realizado o sacrifício/abate de todas as aves e o descarte de ovos férteis ou não, oriundos de estabelecimentos de reprodução (núcleos de seleção genética, bisavozeiros, avozeiros e matrizeiros) quando a Salmonella
pullorum e a Salmonella gallinarum forem identificadas
na criação.