Ao referir-se à astuta amnésia que expulsa o negro da história do B...
🏢 FCC🎯 TRT - 1ª REGIÃO (RJ)📚 Língua Portuguesa
#Semântica Contextual#Análise Textual
Esta questão foi aplicada no ano de 2011 pela banca FCC no concurso para TRT - 1ª REGIÃO (RJ). A questão aborda conhecimentos da disciplina de Língua Portuguesa, especificamente sobre Semântica Contextual, Análise Textual.
Esta é uma questão de múltipla escolha com 5 alternativas. Teste seus conhecimentos e selecione a resposta correta.
Há muito tempo o Rio de Janeiro não recebia notícias tão boas de seu passado. É provável que uma equipe de ar- queólogos do Museu Nacional tenha encontrado nas escava- ções da zona portuária as lajes de pedra do cais do Valongo. Entre 1758 e 1851, por aquelas pedras passaram pelo menos 600 mil escravos trazidos d'África. Metade deles tinham entre 10 e 19 anos. Devolvido à superfície, o cais do Valongo trará ao sé- culo 21 o maior porto de chegada de escravos do mundo. Se ele foi soterrado e esquecido, isso se deveu à astuta amnésia que expulsa o negro da história do Brasil. A própria construção do cais teve o propósito de tirar do coração da cidade o mer- cado de escravos. A região da Gâmboa tornou-se um mercado de gente, mas as melhores descrições do que lá acontecia saíram todas da pena de viajantes estrangeiros. Os negros ficavam expostos no térreo de sobrados da rua do Valongo (atual Camerino). Em 1817, contaram-se 50 salas onde ficavam 2.000 negros (peças, no idioma da época). Os milhares de africanos que morreram por conta da viagem ou de padecimentos posteriores foram jo- gados numa área que se denominou Cemitério dos Pretos Novos. O segundo presente são os dois volumes de "Geo- grafia Histórica do Rio de Janeiro - 1502-1700", do professor Mauricio de Almeida Abreu. É uma daquelas obras que só apa- recem de 20 em 20 anos. (O livro de Karasch, que está na mesma categoria, é de 1987.) Ele leu tudo e, em diversos pontos controversos, de- sempatou controvérsias indo às fontes primárias. Erudito, bem escrito, bem exposto, é um prazer para o leitor. Além disso, os dois pesados volumes da obra estão criteriosamente ilustrados.
(Adaptado de Elio Gaspari, FSP, 09/03/2011, http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po0903201104.htm)
Ao referir-se à astuta amnésia que expulsa o negro da história do Brasil (2o parágrafo), o autor