Naquilo que se refere às políticas sobre
drogas, em 2019 foi lançado pelo Conselho Federal
de Psicologia a Cartilha de Referências Técnicas
para atuação do Psicólogo em Políticas Públicas
de Álcool e outras Drogas. Com relação à atenção
psicossocial, redução de danos e protagonismo dos
usuários é CORRETO afirmar que:
A É aceitável que a abstinência seja, ao mesmo
tempo, a pré-condição e a meta a ser atingida pelos
usuários de drogas para que seus direitos sejam
garantidos. A interrupção do uso de substâncias
psicoativas é, em muitas situações, um passo não só
necessário como desejável para diminuir os agravos
à saúde.
B Cabe aos profissionais da Psicologia, envolvidos
na equipe profissional, uma forma de julgamento ou
censura moral aos comportamentos dos indivíduos,
seja com relação ao uso de substâncias psicoativas
ilícitas ou a condutas antagônicas à moral e costumes
tidos como aceitáveis. O papel dos profissionais é
exatamente o de acessar um segmento que muitas
vezes está à margem da rede de saúde e social por
temer o estigma e a rejeição. A aceitação de cada um
destes usuários como sujeitos e o respeito ao lugar
que ocupam socialmente confere às abordagens
de redução de danos a possibilidade de construção
de um vínculo de confiança, base sobre a qual se
desenvolverá o trabalho.
C A estratégia da redução de danos, afirma a
autonomia, o diálogo e os direitos das pessoas que
fazem uso de substâncias psicoativas, sem recorrer
a julgamentos morais ou práticas criminalizadoras
e punitivas. No contato dos agentes redutores de
danos com os usuários de drogas é construído um
espaço de corresponsabilização e vínculo.
D A interrupção do uso é uma decisão clínica e
precisa ser feita de modo referenciado, pois é uma
prescrição geral que serve para todos os casos.
Assim, as estratégias de redução de danos excluem a
abstinência como uma direção clínica que precisa ser
negociada com a pessoa que faz uso de determinada
substância lícita (álcool, tabaco) ou ilícita (maconha,
cocaína, crack, ecstasy etc.).