A ênfase na chamada “transição” da escravidão
(ou do escravismo, ou do modo de produção escravista) ao trabalho livre (ou à ordem burguesa) é problemática porque passa a noção de linearidade e de
previsibilidade de sentido no movimento da história.
Ou seja, postulando uma teoria do reflexo mais ou
menos ornamentada pelo político e pelo ideológico, o
que se diz é que a decadência e a extinção da escravidão se explicam em última análise a partir da lógica da
produção e do mercado.
CHALHOUB, Sidney. Visões da Liberdade: as últimas décadas da
escravidão na Corte. SP: Companhia das Letras, 2011. p.20.
Com esta afirmação, o autor procura evidenciar que: