Atualmente vem ocorrendo significativas mudanças no
perfil social da violência. Pessoas, sobretudo jovens, que
não fazem parte do mundo da pobreza e da discriminação
racial, têm tido participação constante nas ações de
violência. No Brasil, são cada vez mais frequentes as
informações que nos chegam sobre atos de violência
envolvendo jovens da alta classe média que agridem, por
diversão ou intolerância, homossexuais, profissionais do
sexo, negros, nordestinos e indígenas, entre outros
seguimentos que integram um extenso leque de minorias
sociais.
Há muitos questionamentos sobre os elementos que
motivam os jovens que receberam carinho dos pais,
educação escolar de qualidade e acesso ativo ao mercado
de consumo, a praticar ações de violência.
Para tentar responder este questionamento, uma coisa é
certa, não podemos deixar de levar em consideração os
novos elementos que passaram a atuar no nosso processo
de socialização dos anos 80 do século passado para cá. Há
pelo menos três décadas, crianças e jovens do Brasil estão
em contato diário com uma série de informações que
incentivam e banalizam a violência.