Leia o fragmento de Ângela Paiva Dionísio, retirado do livro Fala e escrita.
“Quando usamos linguagem, estamos realizando ações individuais e sociais que são manifestações
socioculturais, materializadas em gêneros textuais. Seguindo Bazerman (1997, 2004), estamos tomando
gêneros como tipos de enunciado que estão associados a um tipo de situação retórica e que ‘estão
associados com os tipos de atividades que as pessoas dizem, fazem e pensam como partes dos enunciados.
[...] Desta forma, em algum momento, em uma interação, em um enunciado, muitas coisas são delimitadas
em pacotes tipicamente reconhecíveis’ (1997, p. 14).
Como gêneros ‘não são apenas formas’, mas ‘quadros de ações sociais’ (BAZERMAN, 1997, p. 9),
investigar gêneros associados às formas visuais dessas ações sociais, resultantes das infinitas
possibilidades de orquestração entre imagem e palavra, significa também recorrer à apresentação visual
do gênero como recurso de identificação, ou seja, de reconhecimento psicossocial. ”
Os gêneros textuais têm sido amplamente discutidos e compreendidos como fundamentais no
ensino de Língua Portuguesa. A esse respeito, nota-se que nas situações comunicativas utilizamos nossos
sistemas de conhecimentos para dialogar com recursos verbais (escritos ou orais) e visuais (estáticos ou
dinâmicos). Assim, constitui-se traço de todos os gêneros textuais escritos e orais: