Educação em saúde é um campo de disputas de projetos de
sociedade e de visões de mundo que se atualizam nas formas de
conceber e de organizar os discursos e as práticas relativas à
educação no campo da saúde. Para se compreender essas
disputas, faz-se necessário analisar as concepções de educação,
de saúde e de sociedade a elas subjacentes.
Dadas as afirmativas sobre as concepções de saúde e de
educação, subjacentes à educação em saúde,
I. A forma histórica hegemônica com que o trabalho em saúde
tem se estruturado assume a forma médico-centrada, que se
caracteriza pela hierarquização e pela divisão intelectual e
social do trabalho em saúde.
II. Deve-se evitar a visão racionalista que enxerga o professor
como um transmissor de informações e o aluno como um
receptor passivo de informações, assim como o profissional
da saúde um operador de condutas em um “corpo doente”
apassivado.
III. A educação sanitária se desenvolveu no Brasil de forma
massiva, contemplando as dimensões histórico-sociais do
processo saúde/doença.
IV. O “conceito ampliado” de saúde diz respeito ao conceito de
saúde como ausência de doença.
V. Atualmente a visão do Sistema Único de Saúde – SUS
enxerga os conceitos de saúde e de direito social como
indissociáveis.
verifica-se que estão corretas