A maioria das espécies de primatas com ciclo menstrual
pertence à subordem Haplorrhini, e dentro dos Haplorrhini,
os primatas do Velho Mundo ou Catarrhini apresentam uma
menstruação bem evidente. Por outro lado, nos primatas
do Novo Mundo ou Platyrrhini observa-se uma menstruação mais discreta, que pode ser reconhecível apenas
por estudos microscópicos. Sedo assim, com base nas
características reprodutivas dos primatas não humanos,
pode-se afirmar que:
A os níveis de progesterona e estrogênio diminuem simultaneamente durante a fase lútea e folicular durante o
ciclo ovariano de primatas, o que resulta na diminuição
do espessamento endometrial, que promove o rompimento dos vasos na camada funcional endometrial,
resultando na conseguinte menstruação.
B nos primatas do Novo Mundo, sinais externos de sangramento menstrual foram observados nos gêneros
Alouatta, Ateles, Cebus e Sapajus , entretanto, estudos
mais recentes apontam evidências histológicas de
menstruação no gênero Aotus .
C entre os mamíferos, a menstruação é exclusividade da
ordem Primates (macacos, símios e humanos), sendo
considerado um fenômeno fisiológico para evolução
convergente dessa ordem, sugerindo que a menstruação apresente certa, mas ainda desconhecida vantagem adaptativa para os primatas.
D durante a fase menstrual, o endométrio degenera e
é eliminado pela vagina em forma de sangramento,
fenômeno particular dos primatas; assim, para que
a menstruação ocorra, é fundamental a elevação dos
níveis de estradiol e progesterona, que são sintetizados
por intermédio dos hormônios FSH e LH, respectivamente.
E durante o ciclo sexual das fêmeas, o endométrio sofre
mudanças periódicas para preparar o útero para implantação embrionária; a fase proliferativa do endométrio
coincide com o desenvolvimento do corpo lúteo, que é
regulada pela produção do hormônio progesterona; isso
induz a reconstrução do tecido conjuntivo, promovendo
a reepitelização endometrial e alongamento dos vasos
endometriais, que nesta fase ainda não atingem a superfície endometrial.