João, 20 anos, permanecia enclausurado em sua própria casa,
passando os dias em seu quarto. Ele não transitava pelo território
de sua cidade e de sua comunidade; sua casa era seu território
existencial.
Foi proposto a João e à sua família um trabalho de
acompanhamento terapêutico, pelo qual se desenvolveria uma
exploração acompanhada do entorno de sua casa, na procura de
outros espaços de pertinência e sociabilidade. Essa sugestão
apostava em uma ampliação do território existencial de João, o
que implicava em um processo de desterritorialização e envolve,
também, um processo de desterritorialização de seu entorno,
que está atravessado pelas mesmas forças de exclusão que
fizeram com que o jovem tivesse vivido dentro de sua casa
grande parte de sua vida.
A partir desse fragmento, assinale a opção que articula a clínica
ao território.