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Leia o trecho a seguir, para responder à questão: O inverno! Pode-s...

📅 2023🏢 SELECON🎯 Prefeitura de Sapezal - MT📚 Língua Portuguesa
#Recursos Estilísticos#Análise Textual

Esta questão foi aplicada no ano de 2023 pela banca SELECON no concurso para Prefeitura de Sapezal - MT. A questão aborda conhecimentos da disciplina de Língua Portuguesa, especificamente sobre Recursos Estilísticos, Análise Textual.

Esta é uma questão de múltipla escolha com 4 alternativas. Teste seus conhecimentos e selecione a resposta correta.

1

457941201519619
Ano: 2023Banca: SELECONOrganização: Prefeitura de Sapezal - MTDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Recursos Estilísticos | Análise Textual
Texto associado
Leia o texto a seguir:

O inverno
Rubem Braga

Foi a mais estranha manhã que tenho visto no Rio, essa de sexta-feira. Depois de uma noite de lua veio um vento que amontoou nuvens baixas sobre a cidade e, de súbito, desfechou uma chuva forte, com jeito de chuva de verão. Mas sem aquela pressão e eletricidade desses temporais que se formam atrás das montanhas de pedras, como bandidos que se juntam para um assalto ― e de súbito rebentam sobre as casas, entre relâmpagos e trovoadas.

O temporal matutino veio com um vento quase frio, e às onze horas da manhã o ar estava escuro e ao mesmo tempo leve como de madrugada. Na minha rua, com a tristeza das árvores podadas, o asfalto molhado tinha um reflexo tão triste, uma luz pálida de olhos de pessoa doente.

E aquela escuridão era como um dia de fim de outono na França, esses dias em que a cidade grande assume um ar egoísta, apressado, ao mesmo tempo brutal e cheio de tédio. O inverno! Pode-se amá-lo nas montanhas cobertas de neve e de sol e nas noites urbanas, quando as mulheres esplendem entre os grandes casacos macios, no meio das luzes. Mas a rua diuturna é triste e feroz quando a neve se transforma em lama e o vento gelado esbofeteia o transeunte.

A tristeza pior, que mais de uma vez me apertou o coração, é, entretanto, a desse fim de outono, um desses dias escuros, molhados e frios, que dizem que o inverno vai começar, que ele já está chegando, e que é preciso dar adeus aos belos dias de sol em que é doce andar lentamente pelas ruas.

Essa estranha manhã do Rio me trouxe a mesma sensação desses dias sujos, deprimentes, do começo de inverno em Paris, em que nos dá uma vontade súbita de embarcar para um Brasil qualquer em que haja luz e calor, em que a gente possa sair com um calção de banho e andar na praia, ao sol ― o pobre condenado a meses de capote, cachecol, chapéu, sapato pesado, ar cheio de fumo e vento frio.

Mas o dia avançou um pouco e, como num milagre, as nuvens sumiram e veio um sol tão claro e fino sobre a cidade molhada que a cidade esplendeu no ar limpo, viva como risada de criança. E, por um instante, surpreendi nas pessoas um olhar novo, reconhecido, quase feliz, como se tivéssemos saído afinal da escuridão de um torpe, longo inverno. A cidade renascia com tanta beleza que dava vontade de fazer como na roça, e a todo ser humano que passasse dizer, com uma leve emoção ― bom dia.

Fonte: https://ocjht.mgmonline.online. Acesso em 20/05/2023 
Leia o trecho a seguir, para responder à questão:

O inverno! Pode-se amá-lo nas montanhas cobertas de neve e de sol e nas noites urbanas, quando as mulheres esplendem entre os grandes casacos macios, no meio das luzes. Mas a rua diuturna é triste e feroz quando a neve se transforma em lama e o vento gelado esbofeteia o transeunte (3º parágrafo).

Ao retratar a rua como “triste e feroz” e ao indicar que o vento gelado “esbofeteava o transeunte”, o cronista atribui ações ou características humanas à rua e ao vento. Essa estratégia discursiva é um exemplo de: 
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