A catástrofe do incêndio que transformou em cinzas o
maior, mais completo e vistoso Museu Nacional, abrigado no
Palácio da Quinta da Boa Vista, que serviu de residência à
família imperial, é fruto do descaso e desinteresse do País
para com a sua memória. Mais que isso, transformou-se
numa parábola dramática da atual crise moral, política,
econômica e social do Brasil. Uma destruição repleta de
simbolismos que empurra o sentimento da população a
níveis insuportáveis de indignação. Como foi possível isso
tudo acontecer?