Leia o texto a seguir para responder à questão..
Crianças mimadas ou sem educação?
Recentemente, durante uma viagem ao Chile, me
deparei com uma situação que me fez refletir sobre as
diferenças geracionais. Uma criança, aparentemente com
cerca de 12 anos, agiu de forma bastante desrespeitosa
com seus pais durante o voo, o que me fez lembrar de
outras ocasiões semelhantes que já testemunhei. O
comportamento dessa criança foi marcado por gritos,
exigências e uma atitude que parecia considerar seus pais
como servos, a ponto de a aeromoça intervir para pedir que
a controlassem. Ao longo do voo, esse padrão de
comportamento persistiu, com a criança impondo suas
vontades e os pais cedendo a suas demandas após uma
série de gritos, lágrimas e chantagem emocional.
[...]
Se a resiliência é uma competência e habilidade
altamente valorizada pelas empresas, como essa criança
lidará com situações em que receber um "não" de seu líder
ou quando perder o controle da situação? É evidente que
a falta de resiliência muitas vezes está associada a um
baixo controle emocional.
Talvez essa criança se torne o próximo chefe
narcisista ou tóxico a adentrar as empresas. No entanto, é
importante ressaltar que profissionais com esse perfil têm
uma vida útil cada vez mais curta nas organizações
atualmente, o que levanta questões sobre sua viabilidade
a longo prazo.
Neste cenário, os pais desempenham um papel
fundamental, sendo em sua maioria os responsáveis por
moldar esse contexto. Vivemos numa época em que a
presença da babá tem ganhado uma importância
desproporcional na criação e educação das crianças, enquanto a participação dos pais nos ensinamentos sobre
respeito e outras questões básicas das relações humanas
é limitada, muitas vezes devido ao foco em suas carreiras
ou outros compromissos.
(Fonte: https://www.terra.com.br/economia/geracao-z-queesta-nas-empresas-e-mais-fragil-do-que-seimagina,48f07a3c003cb8d08f8b94bb9ed26f26tiz67kaj.html)