O texto seguinte servirá de base para responder à
questão.
Quem deve pagar por danos de inundação no aeroporto
de Porto Alegre, fechado há 70 dias
Entre as imagens da tragédia climática no Rio Grande do
Sul, nenhuma explicitou os danos sofridos pela
infraestrutura gaúcha como a do Boeing 727-200 da
companhia Total Cargo com água na altura dos pneus
na pista do Aeroporto Internacional Salgado Filho, em
Porto Alegre. A cena comprovou que a enchente não
havia poupado nem mesmo o único aeródromo
internacional do Estado mais meridional do Brasil.
Fechado no dia 3 de maio, o Salgado Filho está no
centro de um impasse entre o governo federal e a
concessionária Fraport Brasil − Porto Alegre.
Oficialmente, o dilema resume-se a uma pergunta: quem
custeará os reparos no aeroporto?
Por trás dos aspectos financeiros e legais, porém, pairam
diferenças entre as partes que remontam à privatização
das instalações, há sete anos, passando pelos prejuízos
decorrentes da pandemia do novo coronavírus e
chegando ao xadrez eleitoral no Estado e no país.
Com uma área de 72 mil metros quadrados na zona
norte da capital, o aeroporto fica em um terreno baixo em
relação ao leito do Rio Gravataí, que atravessa a região
antes de desaguar no Lago Guaíba. Com a cheia, a
água avançou pelas avenidas de acesso, cobrindo pista,
dois terminais de passageiros, hangares e outras
dependências.
(https://www.bbc.com/portuguese/articles/cz7eyw7g314o)