Quanto às vozes verbais, leia atentamente um
trecho do poema Muitas vozes, de Ferreira Gullar.
Muitas vozes
Meu poema
é um tumulto
a fala
que nele fala
outras vozes
arrasta em alarido.
(estamos todos nós
cheios de vozes
que o mais das vezes
mal cabem em nossa voz:
se dizes pera,
acende-se um clarão
um rastilho
de tardes e açúcares
ou
se
azul dizeres,
pode ser que se agite
o Egeu
em tuas glândulas).
Transformando a frase “acende-se um clarão” para
voz passiva analítica, temos: