A grande variedade de fatores etiológicos e patogênicos associados às lesões brancas
da cavidade oral torna seu diagnóstico desafiador. A anamnese detalhada, o conhecimento das
características de cada lesão e de manobras semiotécnicas específicas e os exames complementares
possibilitam o diagnóstico final, permitindo descartar desordens potencialmente malignas, em especial
as leucoplasias. Há uma lesão branca que representa um dos padrões clínicos da infecção fúngica oral
mais comum em humanos, causada principalmente por um fungo dimórfico que pode se apresentar
sob a forma de levedura ou hifas, geralmente associadas à invasão e à infecção do hospedeiro.
Caracteriza-se por uma placa branca, geralmente assintomática, que não pode ser removida por
raspagem e geralmente acomete região de mucosa jugal retrocomissural bilateralmente, podendo
ocorrer em língua e palato. O diagnóstico baseia-se nas características clínicas associadas à presença
de hifas ou pseudo-hifas observadas na citologia esfoliativa ou em cortes histológicos provenientes de
uma biópsia da lesão, na qual o microrganismo é facilmente visualizado nas colorações com
ácido periódico de Schiff, cuja análise histopatológica revela hiperplasia epitelial com
hiperparaceratose (ou hiperparaqueratose), presença de infiltrado inflamatório crônico na lâmina
própria e, frequentemente, formação de microabscessos nas camadas espinhosas e de paraceratina
(ou paraqueratina). A lesão descrita é denominada: