No manejo do choque em pacientes pediátricos na UTI,
o enfermeiro deve dominar as diferentes formas deste e
suas abordagens terapêuticas. Conforme as diretrizes
mais atuais, marque a opção correta sobre as condutas
de enfermagem em casos de choque séptico,
hipovolêmico, cardiogênico e distributivo em crianças.
A No choque cardiogênico, o uso de drogas vasoativas
como noradrenalina e dopamina é recomendado
após a estabilização hemodinâmica com reposição
volêmica agressiva, com infusão de até 60 mL/kg em
bolus rápidos.
B O choque séptico deve ser inicialmente tratado com
o uso de expansores plasmáticos, como albumina,
ao invés de cristaloides, visando a uma maior
eficácia na restauração da volemia e melhora da
perfusão tecidual.
C No choque hipovolêmico, a reposição volêmica com
soluções cristaloides deve ser limitada a 10 mL/kg,
administrada em bolus lento, para evitar sobrecarga
hídrica, principalmente em pacientes com hipotensão
arterial.
D Em casos de choque distributivo, o uso de
vasodilatadores é uma estratégia eficaz na reversão
da hipoperfusão tecidual, visto que esses fármacos
aumentam o fluxo sanguíneo para os órgãos vitais,
corrigindo a vasodilatação patológica.
E A monitorização contínua da saturação venosa
central de oxigênio (ScvO2) e o lactato sérico são
parâmetros essenciais para guiar a terapia em
choque séptico, devendo o enfermeiro intensivista
avaliar também a diurese e o estado de perfusão
periférica como parte da assistência multidisciplinar.