Leia atentamente a notícia a seguir.
Pesquisa mostra queda em tratamento e diagnóstico
de câncer de mama
Publicado em 17/10/2022
O Panorama da Atenção ao Câncer de Mama no Sistema Único de Saúde (SUS), que avaliou procedimentos
de detecção e tratamento da doença de 2015 a 2021 no
Brasil, revelou dados que, segundo especialistas, são
preocupantes.
Com apenas 17% de alcance, o país registrou, no ano
passado, a menor taxa de cobertura mamográfica para
mulheres entre 50 e 69 anos. Em 2019, quando também
não tinha sido representativo, o percentual ficou em 23%.
A recomendação da Organização Mundial da Saúde
(OMS) é que 70% da população feminina faça o exame
anualmente a partir dos 40 anos.
De acordo com o estudo, idealizado pelo Instituto
Avon, uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que defende os direitos fundamentais das mulheres,
e pelo Observatório de Oncologia, mais de 437 mil mulheres passaram por procedimentos quimioterápicos no
país entre 2015 e 2021. No período analisado, o Distrito
Federal (DF) teve a pior taxa de cobertura mamográfica
(4%), seguido por Tocantins, Acre e Roraima, com 6%.
Com a revelação de dados que indicam deficiência
de políticas públicas para a saúde das mamas durante
a pandemia de covid-19, a diretora-executiva do Instituto
Avon ressaltou que é preocupante a perspectiva de mais
mulheres chegarem ao SUS com diagnóstico avançado e,
por isso, com menores chances de cura e de qualidade de
vida. Os impactos da pandemia de 2020 a 2021, aliados
à falta de prioridade em investimentos na saúde feminina,
resultam em números que vão prejudicar diretamente a
saúde das brasileiras nos próximos anos, afirmou, acrescentando que “o câncer de mama é a principal causa de
morte por câncer entre as mulheres no país e, quando descoberto em estágio inicial, tem 95% de chances de cura”.
Em 2020, o Centro-Oeste foi a região com a mais
acentuada queda do número de exames (50%). A Região
Norte teve redução de 23% em 2020 e de 4% em 2021,
comparado com o ano de 2019. Já em 2021 a maior redução foi na Região Sul (23%).
A principal constatação da análise do perfil étnico
racial é que a maior parte dos diagnósticos avançados
(47%) é em mulheres negras. Apenas 24% dos exames
de imagem das mamas foram realizados neste público.
Em mulheres brancas, os resultados atingiram 37% das
mamografias feitas pelo SUS e de 39% nos resultados de
diagnósticos avançados. A conclusão é que os números
comprovam importantes diferenças na atenção ao câncer
de mama entre mulheres negras e brancas.
(“Pesquisa mostra queda em tratamento e diagnóstico de câncer de
mama. http://exame.com. Acesso: 04.11.2022. Adaptado)
A situação apresentada no texto fere os princípios do
SUS de