A seleção do anestésico local a ser utilizado envolve uma série de fatores como a condição sistêmica do paciente, a duração do procedimento odontológico e o grau de hemostasia exigido para determinado procedimento.
Considerando os anestésicos locais, é correto afirmar que
A as gestantes são um grupo de pacientes que requerem cuidados adicionais. Deve-se, preferencialmente, programar os procedimentos eletivos para o segundo semestre da gestação. Entretanto, nas situações em que há necessidade de intervenção em grávidas com história de anemia e com hipertensão arterial controlada, deve-se administrar lidocaína 2% com epinefrina 1:100.000.
B em procedimentos de longa duração e quando há contraindicação absoluta ao uso de epinefrina, deve-se usar a mepivacaína 3% (sem vasoconstrictor).
C os anestésicos locais apresentam grande margem de segurança, entretanto uma das causas mais comuns dos efeitos adversos está associada à sobredosagem relativa ou absoluta. A sobredosagem relativa está associada à injeção de uma quantidade excessiva do anestésico, enquanto a absoluta refere-se à forma de administração do anestésico no interior do vaso sanguíneo, atingindo rapidamente concentrações superiores às habituais.
D a teoria do receptor específico é a mais aceita para explicar o mecanismo de ação dos anestésicos locais. Segundo esta teoria, os anestésicos locais penetram na célula nervosa na sua forma ionizada e se ligam a receptores específicos nos canais de sódio.
E a adição de vasoconstritores na base anestésica prolongam sua duração e reduzem o risco de toxicidade sistêmica. Dentre eles, destaca-se a felipressina, que age nos receptores V4 da vasopressina, e, por isso, atua de forma eficaz no controle da hemostasia durante os procedimentos cirúrgicos.