A disartria é um distúrbio de fala, resultante de alterações
no controle muscular dos mecanismos envolvidos em sua
produção. Sua etiologia inclui lesão do sistema nervoso central ou periférico, que acarreta alterações na emissão oral,
devido a uma paralisia, fraqueza ou falta de coordenação dos
músculos da fala. Sobre a disartria, analise as afirmativas a
seguir.
I. Trata-se de uma sequela comum de lesões cerebrais não
progressivas, consequentes de uma lesão vascular cerebral
ou de um traumatismo cranioencefálico, bem como de doenças progressivas neuromusculares, ou que atingem o sistema extrapiramidal. Dessa forma, pode ser secundária a
uma tumoração do cérebro, cerebelo ou tronco encefálico,
a doenças infecciosas, metabólicas, tóxicas ou degenerativas do sistema nervoso ou do sistema muscular.
II. Existem vários tipos de disartria, de acordo com o local da
lesão: disartria flácida; disartria espástica; disartria do neurônio motor superior unilateral; disartria hipocinética; disartria
hipercinética; disartria transcortical; disartria atáxica; e, disartria mista. Cada um desses tipos apresenta características
peculiares que envolvem o desempenho anormal das estruturas pulmonares, laríngeas, faríngeas, esofágicas e da
cavidade oral que, agrupadas, correspondem às bases motoras da fala, responsáveis pela produção de uma fala inteligível.
III. O processo fonoarticulatório em pacientes com disartria
tende a ser prejudicado e, apesar da variação dos quadros,
é comum encontrar em quase todos os pacientes disártricos: diminuição da velocidade da fala; imprecisão articulatória; fala lenta e irregular; monoaltura; e, monointensidade.
Está correto o que se afirma em