O câncer do colo do útero, apesar de prevenível, é um dos cânceres mais frequentes em mulheres no Brasil, com altas taxas de incidência e de mortalidade. A introdução da vacina contra o Papilomavírus humano (HPV) no calendário do Sistema Único de Saúde (SUS), em 2014, foi um passo importante para o controle da doença no país em conjunto com a continuidade do rastreamento. O rastreamento de lesões precursoras foi implementado de forma regular nos serviços públicos de saúde do país desde a década de 1990, como estratégia de detecção precoce. Mesmo não tendo um programa de rastreamento populacional com convite ativo da população-alvo, o Brasil tem alcançado coberturas estimadas próximas a 80%, segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde de 2013, mas com diferenças importantes entre regiões e classes sociais.
(Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. Parâmetros técnicos para o rastreamento do câncer do colo do útero. Rio de Janeiro: Inca, 2019)
Considerando o contexto apresentado, avalie as asserções apresentadas a seguir e a relação proposta entre elas.
I. No âmbito do SUS, a população-alvo para rastreamento do câncer do colo do útero e de suas lesões precursoras por meio do exame citopatológico, compreende as mulheres na faixa etária de 20 a 69 anos, independentemente de manterem vida sexual ativa.
PORQUE
II. Mulheres que nunca tiveram relação sexual não correm risco de câncer do colo do útero por não terem sido expostas a infecção persistente por tipos oncogênicos do HPV, fator de risco necessário para essa doença.
Assinale a alternativa correta a respeito dessas asserções.