O diagnóstico da Hipertensão Arterial
Sistêmica não requer tecnologia
sofisticada, e a doença pode ser tratada
e controlada com mudanças no estilo
de vida, com medicamentos de baixo
custo e de poucos efeitos colaterais,
comprovadamente eficazes e de fácil
aplicabilidade na Atenção Básica (AB).
Sobre o rastreamento de novos casos, é
correto afirmar que
A a partir de 110 mmHg de pressão sistólica
(PS) e de 70 mmHg de pressão diastólica
(PD), o risco para eventos cardiovasculares
aumenta de forma constante, dobrando a
cada 25 mmHg no primeiro caso e a cada
05 mmHg no segundo caso.
B o rastreamento deve permanecer baseado
na pressão de consultório, obtendo-se
medidas fora dele e em todos os indivíduos
hipertensos no consultório sem evidência
de repercussão em órgão-alvo, e naqueles
normotensos sob risco aumentado de
hipertensão.
C devem ser utilizados manguitos com
câmara inflável (cuff) adequada para a
circunferência do braço de cada pessoa, ou
seja, a largura deve ser de pelo menos 20%
do comprimento do braço (distância entre o
olécrano e o acrômio) e o comprimento, de
pelo menos 60% de sua circunferência.
D o diagnóstico da HAS consiste na média
ponderada da PA maior ou igual a
140/90mmHg, verificada em pelo menos
três dias diferentes com intervalo mínimo
de uma mês entre as medidas, ou seja,
soma-se a média das medidas do primeiro
dia mais as duas medidas subsequentes,
multiplica-se por três e divide-se por dois.
E estudos demonstraram que, entre os
profissionais médico, enfermeiro e
técnico de Enfermagem que verificam a
PA em serviços de Saúde, as medidas
realizadas pelos técnicos de Enfermagem
apresentaram efeito do avental branco com
uma frequência maior.