Logo
QuestõesDisciplinasBancasDashboardSimuladosCadernoRaio-XBlog
Logo Questionei

Links Úteis

  • Início
  • Questões
  • Disciplinas
  • Simulados

Legal

  • Termos de Uso
  • Termos de Adesão
  • Política de Privacidade

Disciplinas

  • Matemática
  • Informática
  • Português
  • Raciocínio Lógico
  • Direito Administrativo

Bancas

  • FGV
  • CESPE
  • VUNESP
  • FCC
  • CESGRANRIO

© 2026 Questionei. Todos os direitos reservados.

Feito com ❤️ para educação

/
/
/
/
/
/
  1. Início/
  2. Questões/
  3. Língua Portuguesa/
  4. Questão 457941201654773

Leia o fragmento para responder a questão que se refere a compreens...

📅 2021🏢 DAE de Bauru - SP🎯 DAE-Bauru📚 Língua Portuguesa
#Conjunções#Preposições#Substantivos#Numerais#Morfologia

Esta questão foi aplicada no ano de 2021 pela banca DAE de Bauru - SP no concurso para DAE-Bauru. A questão aborda conhecimentos da disciplina de Língua Portuguesa, especificamente sobre Conjunções, Preposições, Substantivos, Numerais, Morfologia.

Esta é uma questão de múltipla escolha com 4 alternativas. Teste seus conhecimentos e selecione a resposta correta.

1

457941201654773
Ano: 2021Banca: DAE de Bauru - SPOrganização: DAE-BauruDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Conjunções | Preposições | Substantivos | Numerais | Morfologia
Texto associado

Texto: Uma Vela para Dário 

Dario vinha apressado, guarda-chuva no braço esquerdo e, assim que dobrou a esquina, diminuiu o passo até parar, encostando-se à parede de uma casa. Por ela escorregando, sentou-se na calçada, ainda úmida da chuva, e descansou na pedra o cachimbo.

Dois ou três passantes, rodearam-no e indagaram se não se sentia bem. Dario abriu a boca, moveu os lábios, não se ouviu resposta. O senhor gordo, de branco, sugeriu que devia sofrer de ataque.

Ele reclinou-se mais um pouco, estendido agora na calçada, e o cachimbo tinha apagado. O rapaz de bigode pediu aos outros que se afastassem e o deixassem respirar. Abriu-lhe o paletó, o colarinho, a gravata e a cinta. Quando lhe retiraram os sapatos, Dario roncou feio e bolhas de espuma surgiram no canto da boca.

Cada pessoa que chegava erguia-se na ponta dos pés, embora não pudesse ver. Os moradores da rua conversavam de uma porta à outra, as crianças foram despertadas e de pijama acudiram à janela. O senhor gordo repetia que Dario sentara-se na calçada, soprando ainda a fumaça do cachimbo e encostando o guardachuva na parede. Mas não se via guarda-chuva ou cachimbo ao seu lado. 

A velhinha de cabeça grisalha gritou que ele estava morrendo. Um grupo o arrastou para o táxi da esquina. Já no carro a metade do corpo, protestou o motorista: quem pagaria a corrida? Concordaram chamar a ambulância. Dario conduzido de volta e recostado à parede – não tinha os sapatos nem o alfinete de pérola na gravata.

Alguém informou da farmácia na outra rua. Não carregaram Dario além da esquina; a farmácia no fim do quarteirão e, além do mais, muito pesado. Foi largado na porta de uma peixaria. Enxame de moscas lhe cobriu o rosto, sem que fizesse um gesto para espantá-las.

Ocupado o café próximo pelas pessoas que vieram apreciar o incidente e, agora, comendo e bebendo, gozavam as delícias da noite. Dario ficou torto como o deixaram, no degrau da peixaria, sem o relógio de pulso. 

Um terceiro sugeriu que lhe examinassem os papéis, retirados – com vários objetos – de seus bolsos e alinhados sobre a camisa branca. Ficaram sabendo do nome, idade, sinal de nascença. O endereço na carteira era de outra cidade.

Registrou-se correria de mais de duzentos curiosos que, a essa hora, ocupavam toda rua e calçada: era a polícia. O carro negro investiu a multidão. Várias pessoas tropeçaram no corpo de Dario, que foi pisoteado dezessete vezes.

O guarda aproximou-se do cadáver e não pode identificá-lo – os bolsos vazios.

Restava a aliança de ouro na mão esquerda, que ele próprio, quando vivo, só podia destacar umidecida com sabonete. Ficou decidido que o caso era com o rabecão.

A última boca repetiu – Ele morreu, ele morreu. A gente começou a se dispersar. Dario levara duas horas para morrer, ninguém acreditou que estivesse no fim. Agora aos que podiam vê-lo, tinha todo o ar de um defunto.

Dalton Trevisan

Fonte: (Vinte Contos Menores. Record: Rio de Janeiro, 1979, p.2.)

Leia o fragmento para responder a questão que se refere a compreensão de Morfologia (Classe de Palavras):

Dois ou três passantes, rodearam-no e indagaram se não se sentia bem. Dario abriu a boca, moveu os lábios, não se ouviu resposta. O senhor gordo, de branco, sugeriu que devia sofrer de ataque.

O termo em negrito, de destacado no fragmento retirado do texto, está corretamente classificado em:
Gabarito comentado
Anotações
Marcar para revisão

Acelere sua aprovação com o Premium

  • Gabaritos comentados ilimitados
  • Caderno de erros inteligente
  • Raio-X da banca
Conhecer Premium

Questões relacionadas para praticar

Questão 457941200036100Língua Portuguesa

Ainda sobre a palavra “tectônica”, qual sua correta divisão silábica?

#Fonologia
Questão 457941200594228Língua Portuguesa

No trecho "o capitalismo foi capaz de tornar a subir a encosta", quais classes gramaticais, respectivamente, representam o vocábulo A?

#Preposições#Artigos#Morfologia
Questão 457941201088981Língua Portuguesa

Na frase "A maioria dos países discutia o tema como um problema de saúde pública que trazia graves consequências ao desenvolvimento de crianças e adol...

#Morfologia Verbal
Questão 457941201334330Língua Portuguesa

Classifique corretamente quanto ao modo e tempo as formas verbais "prolongaria", "exacerbaria" e "encorajaria":

#Morfologia Verbal#Flexão de Tempo Verbal#Flexão de Modo Verbal
Questão 457941201483686Língua Portuguesa

Indique a alternativa que apresenta uma palavra proparoxítona:

#Acentuação Gráfica: Tipos de Palavras#Ortografia
Questão 457941201970990Língua Portuguesa

Indique a alternativa que traz um sinônimo para a palavra "inexorável":

#Semântica Contextual#Análise Textual

Continue estudando

Mais questões de Língua PortuguesaQuestões sobre ConjunçõesQuestões do DAE de Bauru - SP