Logo
QuestõesDisciplinasBancasDashboardSimuladosCadernoRaio-XBlog
Logo Questionei

Links Úteis

  • Início
  • Questões
  • Disciplinas
  • Simulados

Legal

  • Termos de Uso
  • Termos de Adesão
  • Política de Privacidade

Disciplinas

  • Matemática
  • Informática
  • Português
  • Raciocínio Lógico
  • Direito Administrativo

Bancas

  • FGV
  • CESPE
  • VUNESP
  • FCC
  • CESGRANRIO

© 2026 Questionei. Todos os direitos reservados.

Feito com ❤️ para educação

/
/
/
/
/
/
  1. Início/
  2. Questões/
  3. Língua Portuguesa/
  4. Questão 457941201661528

Leia as afirmações abaixo. I. No trecho Machado podia parodiar qual...

📅 2022🏢 FCC🎯 TRT - 22ª Região (PI)📚 Língua Portuguesa
#Adjetivos#Uso da Crase#Morfologia

Esta questão foi aplicada no ano de 2022 pela banca FCC no concurso para TRT - 22ª Região (PI). A questão aborda conhecimentos da disciplina de Língua Portuguesa, especificamente sobre Adjetivos, Uso da Crase, Morfologia.

Esta é uma questão de múltipla escolha com 5 alternativas. Teste seus conhecimentos e selecione a resposta correta.

1

457941201661528
Ano: 2022Banca: FCCOrganização: TRT - 22ª Região (PI)Disciplina: Língua PortuguesaTemas: Adjetivos | Uso da Crase | Morfologia
Texto associado

Atenção: Para responder à questão, leia o texto de John Gledson. 



      Na década de 1880, Machado de Assis publicou cerca de oitenta contos, numa espantosa explosão de criatividade, que também rendeu seu primeiro grande romance, Memórias póstumas de Brás Cubas (1880).


     Como isso aconteceu − por que aconteceu, e por que nesse momento? Nada é mais difícil de explicar do que a explosão de um gênio criador − e não devemos duvidar que é disso que se trata. Contos podem parecer fáceis, escritos algo apressadamente como uma espécie de subproduto de um trabalho mais sério ou até como sintomas de uma incapacidade passageira de empreender “obras de maior tomo” (palavras de Dom Casmurro), mas nada está mais longe da verdade. Contos não são romances imperfeitos − existem com seus direitos próprios, e quando Machado começou a escrever os seus melhores, o gênero estava conquistando uma nova dignidade. 


      O traço mais importante de seus contos é a ironia, com frequência fixada por um estilo que muitas vezes emprega certo registro de linguagem a fim de estabelecer, desde a primeira palavra, que nada ali é para ser levado inteiramente a sério, que aquilo não é a fala direta do autor: “A coisa mais árdua do mundo, depois do ofício de governar, seria dizer a idade exata de Dona Benedita”. Machado podia parodiar qualquer tipo de linguagem, da Bíblia à dos jornais (essa, de fato, era a que satirizava com mais frequência). No começo dos anos 1880, Machado não só estabelecera seu direito a falar do universo, mas também principiara a fazer o retrato da sociedade brasileira sob uma luz inteiramente nova. Os romances bem-educados dos anos 1870, que elevavam a vida social, deram lugar à sátira selvagem de Memórias póstumas de Brás Cubas, que mostrava realidades − adultério, prostituição, escravatura, o tratamento dado aos agregados − com uma nitidez e uma cólera inteiramente impossíveis alguns anos antes.


      Uma coisa é certa: a expansão do material possível de Machado e o distanciamento irônico que ele adota são inseparáveis. Digamos assim: se ele não tivesse encontrado modos dos mais variados (irônicos, sarcásticos, mas sempre semiocultos) de se expressar a respeito de coisas sobre as quais não devia falar, ou às quais só podia se referir de soslaio, suas histórias jamais teriam existido; podemos sentir sua satisfação quando se aproxima de outra questão espinhosa e acaba encontrando novas maneiras de falar sobre coisas demasiado embaraçosas para mencionar diretamente. Na minha opinião, isso ajuda a explicar o êxito de seus contos − Machado caminhava no fio da navalha. 



(Adaptado de: GLEDSON, John. Trad. Fernando Py. In: 50 contos de Machado de Assis. São Paulo: Companhia das Letras, edição digital)

Leia as afirmações abaixo.


I. No trecho Machado podia parodiar qualquer tipo de linguagem, da Bíblia à dos jornais, (3° parágrafo) o emprego da crase se deve à supressão da palavra “linguagem”.
II. O emprego da crase é facultativo em às quais só podia se referir de soslaio. (4° parágrafo)
III. No trecho acaba encontrando novas maneiras de falar sobre coisas demasiado embaraçosas (4° parágrafo), a palavra sublinhada foi empregada como adjetivo.


Está correto o que se afirma APENAS em 
Gabarito comentado
Anotações
Marcar para revisão

Acelere sua aprovação com o Premium

  • Gabaritos comentados ilimitados
  • Caderno de erros inteligente
  • Raio-X da banca
Conhecer Premium

Questões relacionadas para praticar

Questão 457941200336460Língua Portuguesa

O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se de modo a concordar com o elemento sublinhado na frase:

#Concordância Verbal e Nominal#Sintaxe
Questão 457941201029831Língua Portuguesa

... ajudaram a enriquecer a visão sobre a Amazônia, hoje vista como um espaço complexo, resultante da interação de forças políticas e econômicas. (Tex...

#Análise Textual
Questão 457941201144829Língua Portuguesa

No desfecho da crônica, o cronista revela, em relação ao tatu, um sentimento de

#Compreensão e Interpretação Textual#Categorias Textuais#Análise Textual
Questão 457941201158476Língua Portuguesa

Analisando algumas operações de construção do texto, é correto afirmar que o segmento

#Análise Sintática#Flexão de Voz Verbal#Formas Nominais do Verbo#Sintaxe#Análise Textual#Semântica Contextual#Morfologia Verbal
Questão 457941201231552Língua Portuguesa

Está adequada a concordância verbal nesta construção:

#Sintaxe#Concordância Verbal e Nominal
Questão 457941202062465Língua Portuguesa

A palavra resiliente” no texto exemplifica:

#Semântica Contextual#Análise Textual

Continue estudando

Mais questões de Língua PortuguesaQuestões sobre AdjetivosQuestões do FCC