A percepção da diversidade cultural tem sido objeto de reflexão
em diversos contextos históricos, engendrando múltiplas formas
de diferenciar e classificar as sociedades.
“Há dois tipos de homens cujos corpos estão em contínuo
exercício e certamente pensam muito pouco tanto uns como
outros em cultivar sua alma: os camponeses e os selvagens. Os
primeiros são rústicos, grosseiros, desajeitados; os outros,
conhecidos por seu grande senso, são-no também pela sutileza do
espírito; geralmente, não há nada de mais lento do que um
camponês, nem nada de mais fino do que um selvagem. De onde
vem essa diferença? É que o primeiro, sempre fazendo o que
mandam, ou o que viu seu pai fazer, ou o que ele próprio fez
desde a juventude, sempre segue a rotina e, em sua vida quase
que automática, ocupado sem cessar com os mesmos trabalhos, o
hábito e a obediência ocupam o lugar da razão.”
ROUSSEAU, J. -J. O contrato social. São Paulo: Martins Fontes, 2003, p. 137.
Com base no trecho, assinale a afirmativa que explica
corretamente com base em quais argumentos é justificada a
diversidade cultural no documento citado.