A deficiência auditiva é definida pela perda parcial ou total da audição, podendo causar comprometimento em diversos
âmbitos e, ainda, afetar a dinâmica interpessoal do indivíduo. Tendo em vista que o diagnóstico e a reabilitação tardios tendem a
ocasionar alterações consistentes no desenvolvimento da linguagem, analise as afirmativas a seguir.
I. Estudos evidenciaram a associação da perda auditiva com anemia por deficiência de ferro, sendo 55% maior a chance de
desenvolver perda auditiva sensorioneural em indivíduos que possuem anemia do que naqueles que não apresentam. A
hipótese seria de que a anemia ferropriva comprometeria o fornecimento de oxigênio aos tecidos, provocando um processo
de isquemia na cóclea. Outra hipótese está relacionada ao sistema nervoso, em que a deficiência de ferro prejudicaria o
metabolismo de neurotransmissores, a mielinização e a síntese de DNA, danificando a mielina do nervo auditivo e causando prejuízos na condução nervosa.
II. As anomalias de orelha acontecem na embriogênese e acometem apenas a orelha externa e média. De maneira geral, as
alterações congênitas danificam o pavilhão auricular e o meato acústico externo, podendo acontecer modificações significativas, em geral, unilaterais.
III. As etiologias mais recorrentes da perda auditiva foram intituladas em seis grupos principais: no período neonatal; infecção
neonatal congênita; genéticas sindrômicas e genéticas não sindrômicas; neuropatia auditiva; indeterminada (após exclusão
das outras causas de perda auditiva); e, outras anomalias de orelha interna e etiologias centrais. Para que o diagnóstico
etiológico seja realizado adequadamente e possa contribuir com o manejo prognóstico da deficiência, é necessário que a
perda auditiva seja diagnosticada o mais precocemente possível.
IV. A literatura aponta uma associação etiológica entre surdez súbita e doenças microvasculares, com correlação significativa
entre lesões da substância branca, identificada na ressonância magnética nuclear, e indivíduos diagnosticados com surdez
súbita sensorioneural idiopática. Tal relação pode ser explicada pela presença de fatores de riscos vasculares como hipertensão arterial sistêmica; diabetes mellitus; e, dislipidemia.
Está correto o que se afirma apenas em