Conforme Gramsci (1978), “uma massa humana não se distingue e não se torna independente por si, sem organizar-se [...]’. A
partir dessa citação e considerando que o Assistente Social em seu ambiente de trabalho mantém vínculo com outros
trabalhadores, seu posicionamento profissional, pautado no atual Código de Ética, deverá ser direcionado para
A o desenvolvimento de propostas de organização dos trabalhadores, no espaço de trabalho, com objetivo de fortalecer a
relação de subordinação e subalternidade existente, e promovendo, para além do ambiente de trabalho, ações que alcancem
e interfiram positivamente na vida particular em relação à família e comunidade, para que os possíveis problemas
pessoais não interfiram no processo de trabalho.
B o investimento de projetos que visem a organização dos trabalhadores para o desenvolvimento de novos comportamentos,
o que corresponde a um “aculturamento”, disseminando, assim, os valores adequados às exigências da
instituição e da conjuntura atual do país.
C a intensificação de aplicação de metodologias e o uso de instrumentos profissionais que contribuam com a organização
dos trabalhadores de modo a exercer o controle e a disciplina sobre os mesmos e a consequente satisfação na relação
instituição/trabalho.
D a produção e socialização de conhecimentos, a fim de contribuir para o fortalecimento de sujeitos coletivos capazes de
criar mecanismos de luta e participação na construção da hegemonia da classe trabalhadora.
E a elaboração de estratégias de organização dos trabalhadores, objetivando assegurar o engajamento integral destes no
cumprimento das metas estabelecidas pela instituição, evitando possíveis questionamentos e consequente diminuição e
supressão de possíveis conflitos no local de trabalho.