Não há nada para comemorar. Dia do Cerrado é como
um aniversário em um quarto de UTI, festejando o
paciente desenganado, entubado e em coma induzido. O
Cerrado está em franco processo de desaparecimento.
Alarmes são dados há tempos. Os sinais eram claros, os
indicadores quantitativos − disponíveis há anos − eram
inequívocos. A conservação estava perdendo,
vexatoriamente, a luta pelo Cerrado. Mas a sociedade
brasileira não se comoveu e, agora, assistimos o
processo contínuo e irreversível do solapamento do que
resta do bioma Cerrado.
Fonte: Reuber Brandão. 11/11/2023. Qual é a surpresa