Leia o texto abaixo:
Nesse sentido, entender o Serviço Social historicamente significa, para além do
que já se tem acumulado, avançarmos na compreensão de quais as concepções
que estavam presentes na gênese e no desenvolvimento da profissão, como
aponta Ferreira (2010), que traçou “ligações perigosas” (Gonçalves, 2018) com a
política eugênica do Estado brasileiro, que silenciou sobre a cor, por um lado, mas
que também reforçou os estereótipos racistas que rondam diariamente as pessoas
negras até os dias atuais, por outro; que se assenta numa formação social brasileira de base colonial, a qual combina perversamente capitalismo e racismo. [...]
Consideramos que houve avanços no âmbito da categoria de assistentes sociais
no que concerne à ampliação do debate sobre a questão racial que extrapolam os
limites das datas rememorativas e/ou comemorativas. Mas não podemos omitir
que esses avanços se devem, principalmente, ao trabalho de assistentes sociais
negras por todo o país, que têm travado historicamente lutas importantíssimas nos
últimos anos para a incorporação dessa discussão no Serviço Social. (adaptado)
Fonte: CORREIA, Aline Nascimento Santos; ALCÂNTARA, Itamires Lima Santos.
Serviço Social e questão racial no Brasil: aportes para o debate. Serv. Soc. Soc.,
São Paulo, v. 146(1), p. 56-74, 2023.
Com base no texto apresentado acima e nos debates recentes sobre racismo no
Brasil, é CORRETO afirmar: