No contexto da arborização urbana sustentável, é fundamental adotar práticas que
atendam tanto às necessidades ecológicas quanto às necessidades sociais das cidades. No entanto,
algumas práticas podem ser prejudiciais à saúde das árvores e ao ambiente urbano, comprometendo
a segurança, a qualidade de vida e a biodiversidade. Nesse sentido, analise as assertivas abaixo e
assinale a alternativa correta.
I. Escolher espécies exóticas de rápido crescimento para a arborização urbana pode gerar
benefícios imediatos, como sombreamento rápido e redução da temperatura local, mas, ao longo
do tempo, essas espécies podem comprometer a biodiversidade local, reduzir a resiliência ecológica
e gerar problemas de adaptação ao ambiente urbano. As espécies exóticas podem, ainda, se tornar
invasoras, alterando a dinâmica dos ecossistemas urbanos.
II. Realizar podas de formação em árvores jovens com o objetivo de garantir a boa estruturação das
copas é benéfica para a saúde das árvores e para a segurança pública, evitando o risco de queda
de galhos. No entanto, a realização de podas drásticas em árvores adultas durante o pico de
crescimento pode resultar em estresse fisiológico, reduzir a capacidade de absorção de CO2 e
aumentar a suscetibilidade a pragas e doenças, além de prejudicar a estética e funcionalidade das
árvores.
III. Planejar a arborização de maneira multifuncional, escolhendo espécies com características
adaptadas a diferentes funções, como controle de erosão, purificação do ar e promoção
do bem-estar psicológico da população, pode aumentar a resiliência das cidades frente
aos desafios das mudanças climáticas. Além disso, envolver a comunidade local no processo de
escolha das espécies contribui para a aceitação social e o comprometimento com a
manutenção das árvores.