Considere o caso a seguir.
A senhora Margarida, 71 anos, viúva, reside com sua neta de 15 anos no bairro
Ferreirinha, no município de Currais Novos. A situação da Sra. Margarida chamou a
atenção da agente comunitária de saúde da microárea devido à dificuldade de controle
da dislipidemia, apesar de sua participação em diversas intervenções realizadas por
diferentes profissionais da equipe.
Durante a reunião semanal da equipe, os profissionais compreenderam que não
bastava considerar apenas o diagnóstico; era fundamental realizar uma visita para
conhecer a realidade da Sra. Margarida e identificar maneiras de ela colaborar na
gestão de sua saúde e seu cuidado. Eles argumentaram que resultados mais positivos
poderiam ser alcançados se a Sra. Margarida tivesse a oportunidade e o apoio para
participar ativamente e tomar decisões sobre seu cuidado e tratamento, em parceria
com os profissionais de saúde.
Os profissionais da equipe entenderam que o modelo prescritivo e normativo, sem a
participação do usuário, não seria capaz de melhorar o quadro da usuária. Eles
defenderam que, se ela tiver mais conhecimento, aptidões e confiança para gerenciar
seu próprio cuidado de saúde, seria mais fácil adotar comportamentos que
aprimorassem seus resultados de saúde. Finalmente, uma profissional da equipe
acrescentou que a participação da usuária não só melhora o desempenho e a
motivação da equipe mas também reduz a frustração que eles sentiam por não
conseguirem ver resultados com as medidas adotadas anteriormente.
Nesse caso, a equipe adotou o cuidado personalizado, coordenado e capacitante que
teve como orientação a