“O início do século XXI foi marcado por um sentimento de
esperança em toda a América do Sul. Após os regimes
militares e os governos neoliberais que os sucederam,
partidos progressistas – de esquerda ou nacionalistas –
assumiram o poder nos principais países da região. No
âmbito doméstico, os governos eleitos implementaram
políticas econômicas mais intervencionistas e políticas
sociais responsáveis por retirar milhões de pessoas da
extrema pobreza. No plano internacional, os novos líderes
adotaram políticas externas mais autônomas e
propuseram a construção de um regionalismo diferente,
marcado pela heterogeneidade e por seu caráter político,
cuja principal expressão é a União de Nações SulAmericanas (Unasul).
Diferentemente de outros instrumentos de integração
econômica e comercial, a Unasul é um espaço multilateral
de coordenação e cooperação política. Uma de suas
principais características é a pluralidade ideológica dos
seus membros. Participam da nova organização países
com distintos signos ideológicos e diferentes esquemas
integrativos.”
Fonte: NERY, Tiago. UNASUL: a dimensão política do novo
regionalismo sul-americano. Caderno Crh, v. 29, p. 59-75, 2016.
O texto traz referências a uma importante integração
intergovernamental da América do Sul: União das Nações
Sul-americanas. Contudo, desde 2019 a UNASUL vem
sendo substituída por uma novo projeto de iniciativa
regional entre os países do Sul, que seria: