Ícone Questionei
QuestõesDisciplinasBancasDashboardSimuladosCadernoRaio-XBlog
Logo Questionei

Links Úteis

  • Início
  • Questões
  • Disciplinas
  • Simulados

Legal

  • Termos de Uso
  • Termos de Adesão
  • Política de Privacidade

Disciplinas

  • Matemática
  • Informática
  • Português
  • Raciocínio Lógico
  • Direito Administrativo

Bancas

  • FGV
  • CESPE
  • VUNESP
  • FCC
  • CESGRANRIO

© 2026 Questionei. Todos os direitos reservados.

Feito com ❤️ para educação

/
/
/
/
/
/
  1. Início/
  2. Questões/
  3. Língua Portuguesa/
  4. Questão 457941201722447

Observe a palavra destacada na frase “Não dava diamante não, mas o ...

📅 2017🏢 INDEPAC🎯 Prefeitura de Osasco - SP📚 Língua Portuguesa
#Conjunções#Morfologia

1

457941201722447
Ano: 2017Banca: INDEPACOrganização: Prefeitura de Osasco - SPDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Conjunções | Morfologia
Texto associado

                                 O Diamante


      Em 1933, Jovelino, garimpeiro no interior da Bahia, concluiu que ali não havia mais nada a garimpar. Os filhos viviam da mão pra boca, Jovelino já não via jeito de conseguir com que prover o sustento da família. E resolveu se mandar para Goiás, onde Anápolis, a nova terra da promissão, atraía a cobiça dos garimpeiros de tudo quanto era parte, com seus diamantes reluzindo à flor da terra. Jovelino reuniu a filharada, e com a mulher, o genro, dois cunhados, meteu o pé na estrada.

      Longa era a estrada que levava ao Eldorado de Jovelino: quase um ano consumiu ele em andança com a sua tribo, pernoitando em paióis de fazendas, em ranchos de beira caminho, em chiqueiros e currais, onde quer que lhe dessem pasto e pousada.

      Vai daí Jovelino chegou aos arredores de Anápolis depois de muitas luas e ali se estabeleceu, firme no cabo da enxada, cavando a terra e encontrando pedras que não eram diamantes. Daqui para ali, dali para lá, ano vai, ano vem, Jovelino existia de nômade com seu povinho cada vez mais minguando de fome. Comia como podia — e não podia. Vivia ao deus-dará — e Deus não dava. Quem me conta é o filho do fazendeiro de quem Jovelino se tornou empregado:

      — Ao fim de dez anos ele concluiu que não encontraria diamante nenhum, e resolveu voltar com sua família para a Bahia onde a vida, segundo diziam, agora era melhorzinha. Não dava diamante não, mas o governo prometia emprego seguro a quem quisesse trabalhar.

      Jovelino reuniu a familia e botou pé na estrada, de volta à terra de nascença, onde haveria de morrer. Mais um ano palmilhado palmo a palmo em terra batida, vivendo de favor, Jovelino e sua obrigação, de vez em quando perdendo um, que isso de filho é criação que morre muito. Foi nos idos de 43:

      — Chegou lá e se instalou no mesmo lugar de onde havia saído. Governo deu emprego não. Plantou sua rocinha e foi se aguentando. Até que um dia...

      Até que um dia de noite Jovelino teve um sonho. Sonhou que amanhava a terra e de repente, numa enxadada certeira, a terra escorreu... A terra escorreu e aos seus olhos brilhou, reluziu, faiscou, resplandeceu um diamante soberbo, deslumbrante como uma imensa estrela no céu — como uma estrela no céu? Como o próprio olho de Deus! Jovelino olhou ao redor de seu sonho e viu que estava em Anápolis, no mesmo sítio em que tinha desenterrado a sua desilusão.

       E para lá partiu, dia seguinte mesmo, arrastando sua cambada. Levou nisso um entreano, repetindo pernoites revividos, tome estrada! Deu por si em terra de novo goiana. Quem me conta é o filho do fazendeiro:

      — Você precisava de ver o furor com que Jovelino procurou o diamante de seu sonho. A terra de Goiás ficou para sempre revolvida, graças à enxada dele. De vez em quando desmoronava, Jovelino ia ver, não era um diamante, era um calhau. Até que um dia...

      — Encontrou? — perguntei, já aflito.

      — Encontrou nada! Empregou-se na fazenda de meu pai, o tempo passou, os filhos crescidos lhe deram netos, a mulher já morta e enterrada, livre dos cunhados, os genros bem arranjados na vida. Um deles é coletor em Goiânia.

      O próprio Jovelino, entrado em anos, era agora um velho sacudido e bem disposto, que tinha mais o que fazer do que cuidar de garimpagens. Mas um dia não resistiu: passou a mão na sua enxada, e sem avisar ninguém, o olhar reluzente de esperança, partiu à procura do impossível, do irreal, do inexistente diamante de seu sonho. 

                                                                                    (Fernando Sabino)

Observe a palavra destacada na frase “Não dava diamante não, mas o governo prometia emprego seguro a quem quisesse trabalhar.” Assinale a alternativa em que NÃO se produz sentido semelhante.
Gabarito comentado
Anotações
Marcar para revisão

Esta questão foi aplicada no ano de 2017 pela banca INDEPAC no concurso para Prefeitura de Osasco - SP. A questão aborda conhecimentos da disciplina de Língua Portuguesa, especificamente sobre Conjunções, Morfologia.

Esta é uma questão de múltipla escolha com 4 alternativas. Teste seus conhecimentos e selecione a resposta correta.

Acelere sua aprovação com o Premium

  • Gabaritos comentados ilimitados
  • Caderno de erros inteligente
  • Raio-X da banca
Conhecer Premium

Questões relacionadas para praticar

Questão 457941200123166Língua Portuguesa

De acordo com o texto, é correto afirmar que o autor considera Erasmo um menino

#Análise Textual#Compreensão e Interpretação Textual
Questão 457941200146747Língua Portuguesa

Assinale a alternativa que apresenta uma reescrita coerente com as ideias do último período do segundo parágrafo, considerando a modalidade escrita pa...

#Análise Textual
Questão 457941200291819Língua Portuguesa

Assinale a alternativa que substitui corretamente a palavra em destaque no trecho abaixo. “A terra de Goiás ficou para sempre revolvida, graças à enxa...

#Semântica Contextual#Análise Textual
Questão 457941200362427Língua Portuguesa

As frases apresentadas após as setas nas assertivas a seguir propõem um reposicionamento das expressões destacadas nos fragmentos originais do texto. ...

#Análise Textual#Sintaxe
Questão 457941200369955Língua Portuguesa

Sobre a frase: “Desceu as escadas devagarinho, segurando o corrimão, como uma convalecente que arrisca os primeiros passos depois de longa enfermidade...

#Pontuação#Ortografia
Questão 457941201149472Língua Portuguesa

Sobre regência verbal, leia as proposições abaixo.I. Os vizinhos, quando chegam do trabalho, agradam a barriga do cachorro. II. Para não ser deselegan...

#Sintaxe#Regência Verbal e Nominal
Questão 457941201188704Língua Portuguesa

Acerca do texto, leia as proposições abaixo. I. Para o autor, o amor verdadeiro é só daqueles que sofrem juntos e têm os mesmos medos. II. Para o auto...

#Análise Textual
Questão 457941201363117Língua Portuguesa

Em “para pagar mal e a más horas” (última oração do texto), as expressões destacadas transmitem, respectivamente, as ideias de

#Compreensão e Interpretação Textual#Análise Textual
Questão 457941201393747Língua Portuguesa

No segundo parágrafo, o uso do pronome destacado em “onde homens e mulheres tiveram (...)” mostra-se incompatível com a prescrição gramatical para tex...

#Morfologia dos Pronomes
Questão 457941202059876Língua Portuguesa

Sobre a frase: “A memória de Scorsese não se limitava a evocar viradas nas tramas dos filmes, cenas notáveis ou atuações; sua massa cinzenta pulsava c...

#Pontuação#Ortografia#Sintaxe#Emprego da Vírgula#Emprego do Ponto, Exclamação e Interrogação#Concordância Verbal e Nominal

Continue estudando

Mais questões de Língua PortuguesaQuestões sobre ConjunçõesQuestões do INDEPAC