Segundo estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), no
Brasil, a classe mais rica consome seis vezes mais energia
per capita do que a classe mais pobre; e essa desigualdade
cresceu ao longo da segunda metade da década de 2010.
Os números mais atualizados são de 2019, portanto, anteriores à
pandemia de Covid-19 e à crise hídrica de 2021.
A EPE também calculou o Índice de Gini Elétrico do setor
residencial, para medir o grau de desigualdade. Como sabemos,
esse índice varia de 0 (ausência de desigualdade) a 1 (máxima
concentração). O indicador vinha diminuindo de 2005 a 2014,
mas reverteu a trajetória e passou a aumentar a partir de 2015.
Em 2019, ficou em 0,28.
Em relação ao tema, avalie se as afirmativas a seguir são
verdadeiras (V) ou falsas (F).
( ) Essa inversão pode ser explicada pela conjuntura econômica,
pelo aumento do preço da eletricidade, decorrente da
escassez hídrica de 2014, e pela introdução do sistema de
bandeiras tarifárias.
( ) A heterogeneidade do consumo de energia elétrica per capita
pode ser explicada pelos contrastes tanto na posse de
equipamentos elétricos e eletrônicos, quanto no hábito de
uso dos equipamentos residenciais e na potência desses
dispositivos. A conservação de alimentos (geladeira) é a
principal fonte de consumo das famílias de menor renda,
enquanto a climatização (ar condicionado) se destaca entre
as classes mais abastadas. Esse contraste mostra uma
demanda potencial a ser explorada nos próximos anos, com
políticas públicas adequadas, focadas em eficiência
energética.
( ) Os consumidores da subclasse Residencial Baixa Renda são
beneficiados com a isenção do custeio da Conta de
Desenvolvimento Energético (CDE) e do custeio do Programa
de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica
(Proinfa). Além dessas isenções, no restante da tarifa
residencial são aplicados descontos, de modo cumulativo, em
função da parcela de consumo mensal de energia elétrica.
Esse desconto é custeado pela Conta de Desenvolvimento
Energético (CDE).
As afirmativas são, respectivamente,