Nos primeiros anos do século 21, a reeleição de
presidentes em exercício na América Latina foi um fato
corriqueiro, tanto entre líderes da esquerda quanto entre
líderes da direita. Mas logo acabou o boom de
matérias-primas (principais itens exportados pelo
continente), surgiram problemas econômicos profundos,
vieram à tona escândalos de corrupção e cresceu o mal-estar
social (manifestado em diferentes ondas de protestos), tudo
isso aprofundado pela pandemia de covid-19. Então, a
tendência eleitoral latino-americana mudou: passou a ser
votar contra o establishment e dar espaço à oposição.
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