A adequação do processo de trabalho ao modelo de atenção proposto nas Diretrizes
da Política Nacional de Saúde Bucal (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2004) requer entre seus pressupostos
a Intersetorialidade, que pode ser definida como:
A A atuação da Equipe de Saúde Bucal (ESB) não deve se limitar exclusivamente ao campo biológico
ou ao trabalho técnico-odontológico. Ademais de suas funções específicas, a equipe deve interagir
com profissionais de outras áreas, de forma a ampliar seu conhecimento, permitindo a abordagem
do indivíduo como um todo, atenta ao contexto socioeconômico-cultural no qual ele está inserido.
B A equipe deve estar capacitada a oferecer de forma conjunta ações de promoção, proteção,
prevenção, tratamento, cura e reabilitação, tanto no nível individual quanto coletivo.
C A troca de saberes e o respeito mútuo às diferentes percepções deve acontecer permanentemente
entre todos os profissionais de saúde para possibilitar que aspectos da saúde bucal também sejam
devidamente apropriados e se tornem objeto das suas práticas. A ESB deve ser — e se sentir —
parte da equipe multiprofissional em unidades de saúde de qualquer nível de atenção.
D Os parâmetros para orientar o processo de trabalho devem ser discutidos e pactuados entre as
coordenações de saúde bucal (nacional e estaduais; e estaduais e municipais), com o objetivo de
garantir a dignidade no trabalho para profissionais e usuários, a qualidade dos serviços prestados
e observando as normas de biossegurança.
E As ações de promoção de saúde são mais efetivas se a escola, o local de trabalho, o comércio, a
mídia, a indústria, o governo, as organizações não governamentais e outras instituições estiverem
envolvidas, nesse sentido implica envolver no planejamento, entre outros, educação, agricultura,
comunicação, tecnologia, esportes, saneamento, trabalho, meio ambiente, cultura e assistência
social.