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Leia o trecho a seguir:"Não existe democracia racial efetiva, onde o
intercâmbio entre indivíduos pertencentes a 'raças' distintas começa e termina
no plano da tolerância convencionalizada. Esta pode satisfazer as exigências do
bom-tom, de um discutível espírito cristão e da necessidade prática de 'manter
cada um no seu lugar'. Contudo, ela não aproxima realmente os homens senão na
base da mera coexistência no mesmo espaço social e, onde isso chega a
acontecer, da convivência restritiva, regulada por um código que consagra a
desigualdade, disfarçando-a e justificando-a acima dos princípios de integração
da ordem social democrática". (Florestan Fernandes, 1960)