Elizabeth 2ª: a memória do passado colonial que gera
críticas ao legado da rainha Elizabeth 2ª na África
A morte da rainha Elizabeth 2ª gerou uma onda de pesar e de
homenagens tocantes por parte de líderes mundiais e também do
público em geral.
Muitos nas antigas colônias britânicas saudaram abertamente a
memória da rainha, enquanto outros compartilharam fotos da
monarca durante visitas aos seus respectivos países.
Mas a admiração não é unânime. Para alguns, sua morte
reacendeu memórias da muitas vezes sangrenta história colonial
britânica - atrocidades contra populações indígenas, roubo de
estátuas e artefatos de nações do oeste da África, ouro e
diamantes da África do Sul e da Índia, escravidão e opressão.
Enquanto o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa,
descreveu a rainha como uma figura pública extraordinária que
deveria ser lembrada com carinho por muitos ao redor do mundo,
o opositor partido Combatentes pela Liberdade Econômica (EFF, na
sigla em inglês) disse que não estaria entre aqueles lamentando a
morte.
“Durante seus 70 anos de reinado como rainha, ela nunca
reconheceu crimes que o Reino Unido e sua família perpetraram
pelo mundo, e era na verdade uma porta-bandeira orgulhosa
dessas atrocidades", disse o partido, o terceiro maior do país, em
um comunicado. "Para nós, sua morte é uma lembrança de um
período muito trágico neste país e na história da África”, diz o
comunicado. Nas redes sociais, as críticas foram muito além.
Artigo de Nomsa Maseko
https://www.bbc.com/portuguese/internacional-62871616
A partir da leitura do artigo jornalístico, podemos afirmar que o
caso noticiado é representativo