Teoria dos Mercados Contestáveis
A Teoria dos Mercados Contestáveis (TMC) poderia ser enquadrada no conjunto de abordagens que, partindo do pressuposto do comportamento maximizador de lucros da firma, garante que o processo de seleção natural em economias descentralizadas leva à emergência de estruturas ótimas de mercado, no longo prazo. Utilizando as próprias palavras de Baumol:
“embora as estruturas industriais que emergem na realidade não sejam sempre aquelas que minimizam custos, constituem
aproximações razoáveis da estrutura eficiente” (BAUMOL, 1982, p. 8). Essa visão reafirma posturas anteriores como as de McGee
(1974) e do próprio Baumol e Fischer (1978), segundo as quais, exceto para indústrias dominadas por controles estatais, pode se
esperar que as estruturas de mercado apresentem uma forte correspondência com as formas mais econômicas. Na abordagem
da TMC, o critério de seleção é o mínimo custo e o processo seletivo se dá pela força da concorrência potencial, e não pela
entrada efetiva de novas firmas, como ocorre na microeconomia tradicional. Um mercado é dito contestável se as firmas estabelecidas são vulneráveis à entrada do tipo hit and run. Isto quer dizer que face à perspectiva de obter lucros extraeconômicos,
firmas concorrentes potenciais poderão ser atraídas para esse mercado, beneficiar-se do lucro, antes que as empresas estabelecidas possam alterar seus preços se, se necessário, sair do negócio. Para que isto seja possível, não pode haver barreiras à
entrada, de qualquer espécie, nem custos para saída (sun costs).
(Estudos Econômicos. São Paulo. v. 20, nº1, p. 5-28, Jan. – Abril. 1990. Adaptado.)
Com base nas informações disponibilizadas anteriormente e, ainda, conhecimentos adicionais sobre contestabilidade; barreiras à entrada; P & D; e adoção de novas tecnologias, assinale a afirmativa INCORRETA.