É urgente que nossa escola se centre nas nossas condições
culturais de hoje para que não apenas ajude a nossa
democratização, mas também evite perigos contidos no próprio
ímpeto de participação popular. É que o novo clima que o país
está vivendo – o da emersão de seu povo na vida pública –,
clima em elaboração, precisa, para se fazer autêntico, de cada
vez mais condições com que vença o seu grande contrário – o
clima da passividade e o da “assistencialização” em que
surgimos e crescemos. Ou melhor, com que vença as marcas de
que o seu contrário nos impregnou e que, inseridas em nós,
estrangulam o nascimento de novas disposições adequadas ao
clima de hoje. Mais ainda, precisa de um clima que seja capaz
de, aproveitando todo ímpeto do povo, consubstanciado no que
se vem chamando de rebelião popular, lhe dê condições de
estabilidade e de equilíbrio. [...]
FREIRE, Paulo. Educação atualidade brasileira. São Paulo: Cortez, 2001, p. 97.
Dadas as afirmativas, considerando-se os aspectos semânticos e
sintáticos utilizados no fragmento do texto,
I. Em: “É urgente que nossa escola se centre nas nossas
condições culturais [...]”, a oração iniciada pelo conectivo
“que” apresenta, em relação à oração principal, função
sintática idêntica em: “o novo clima que o país está vivendo
[...]”.
II. No contexto: “[...] mas também evite perigos contidos no
próprio ímpeto de participação popular...”, a expressão “mas
também” pode ser substituída sem prejuízo de sentido por
“embora”.
III. Acerca da oração: “[...] mas também evite perigos contidos
no próprio ímpeto de participação popular [...]”, é
linguisticamente adequado afirmar que, em relação à oração
anterior, ela expressa uma circunstância de concessão.
IV. Em: “o novo clima que o país está vivendo [...]”, a oração
destacada exerce função sintática de adjunto adnominal.
Assim, o vocábulo “que”, que a encabeça, classifica-se como
pronome relativo e a oração como subordinada adjetiva
restritiva.
verifica-se que está/ão correta/s apenas