A hemorragia digestiva se associa a manifestações clínicas que têm importância diagnóstica e também
podem servir de alerta para o local e a gravidade do volume da perda. Atenção especial aos alimentos
em uso pela criança, ocorrência de dor com sua caracterização e forma de apresentação, aspecto das
fezes, antecedentes pessoais e sinais clínicos de associação com outras doenças ou síndromes, são
extremamente valiosos na suspeição do local e orientação propedêutica. Alguns testes e exames são
importantes e decisivos na tomada de conduta frente ao paciente com hemorragia digestiva, pois
definem causas e/ou origem do sangramento:
I - Apt-Downey test - colhe-se material eliminado pelo recém-nascido por vômito ou fezes e, tratandoo com hidróxido de sódio, identifica-se como de origem materna ou neonatal o sangue eliminado;
quando o sobrenadante toma cor amarelada/acastanhada ou rosada respectivamente.
II - Exame do aspirado gástrico - colhe-se o aspirado por meio de sonda nasogástrica, passada na fase
inicial para preparar o paciente para um possível procedimento endoscópico. Usando-se o Gastrocult,
identifica-se a presença de vestígio de sangue no material aspirado.
III - Fezes com sangue oculto ou suspeito - a partir de material de fezes ou colhido por exame retal,
acrescenta-se o Hemocult (teste do guáiaco), que, reagindo com o peróxido de hidrogênio, na presença
do heme produz composto de coloração azulada e confirma a presença de sangue.
IV - Endoscopia - visualização por meio de aparelhos de fibra ótica ou vídeo, é realizada caso o paciente
necessite transfusão de urgência, apresente instabilidade hemodinâmica, ou nas primeiras 24 horas, em
caso de não urgência. A hemostasia de lesão sangrante no esôfago (variz esofágica) ou
gástrica/duodenal (úlcera com vaso sangrante) pode ser essencial para estabilização do quadro.
Está correto o que se afirma em: