As preocupações com a formação em saúde estiveram presentes no cenário político
durante a concepção do Sistema Único de Saúde, incluído na Constituição Federal de
1988, a qual atribuiu à saúde a responsabilidade de organizar a formação dos
profissionais da área. O tema compôs as proposições do movimento da Reforma
Sanitária, sendo discutido na 8ª Conferência Nacional de Saúde e na I Conferência
Nacional de Recursos Humanos para a Saúde, em 1986, indicando a necessidade de
modificar as graduações e ressaltando a importância da integração entre ensino, serviço
e comunidade.
Muitas ações, programas e políticas foram implementadas para assegurar a integração
entre ensino, serviço e comunidade como premissa para a reorientação da formação em
saúde. Apesar dos avanços em várias experiências no país, umas delas ficou conhecida
por se limitar à assistência em saúde, com baixa participação de docentes, fragmentação
das ações, sem significativas transformações nos currículos e pouca ou nenhuma
participação ou envolvimento da comunidade. Essas características referem-se ao