O Agente Comunitário de Saúde Raimundo atende uma microárea com várias famílias em situação de vulnerabilidade.
Durante o mapeamento territorial, ele identificou que seu Zé, um idoso de 82 anos, vive com a esposa em uma casa de
taipa, distante da sede da Unidade de Saúde da Família (USF), sem transporte próprio, sem renda fixa, e em situação de
extrema pobreza. Ao conversar com vizinhos, Raimundo soube que o idoso havia sofrido um AVC há três meses e estava
acamado, sem acompanhamento de saúde desde a alta hospitalar. A família não compreendia os cuidados necessários e
tampouco sabia como acessar benefícios ou serviços de reabilitação. Sensível à situação, o ACS realizou busca ativa na casa
de seu Zé, onde encontrou o idoso debilitado, com lesões por pressão iniciais, sinais de desnutrição e ambiente com baixa
estrutura para os cuidados necessários. De imediato, Raimundo notificou a equipe da Estratégia de Saúde da Família (ESF)
sobre a urgência do caso; agendou uma visita domiciliar da enfermeira e do médico; encaminhou a família ao Centro de
Referência de Assistência Social (CRAS); orientou sobre cuidados básicos de higiene, alimentação e prevenção de lesões;
passou a realizar visitas semanais para acompanhamento da evolução clínica e social da família. Seu Zé passou a ser acompanhado regularmente pela equipe multidisciplinar, recebendo curativos, medicações e orientações adaptadas à sua realidade. A família teve acesso a benefícios sociais e foi incluída em programas de apoio alimentar. A qualidade de vida do
idoso e de sua esposa melhorou significativamente, mesmo diante das limitações estruturais.
Assim, as ações do Agente Comunitário de Saúde Raimundo e dos demais membros da Equipe de Saúde da Família (eSF),
descritas acima, contemplam qual princípio do SUS?