Na passagem do idealismo para o materialismo dialético, Ludwig
Feuerbach (1804-1872), hegeliano de esquerda, foi uma figura-chave. Feuerbach sustentava que a alienação fundamental tem
suas raízes no fenômeno religioso, que cinde a natureza humana,
fazendo com que os homens se submetam a forças divinas, as
quais, embora criadas por eles próprios, são percebidas como
autônomas e superiores. O mundo religioso é concebido por
Feuerbach como uma projeção fantástica da mente humana, por
isso mesmo alienada. A supressão desse mundo, por meio da
crítica religiosa, faria desaparecer a própria alienação, promovendo a liberação da consciência. Embora inicialmente seduzidos
pelas teses de Feuerbach, logo Marx e Engels rebateram-nas
vigorosamente por considerarem tal crítica religiosa uma simples
“luta contra frases”. É nesse ponto que a teoria marxista articula
a dialética e o materialismo sob uma perspectiva histórica, negando, assim, tanto o idealismo hegeliano quanto o materialismo
dos neo-hegelianos.
(QUINTANEIRO, 2002.)
Segundo Marx, os economistas de seu tempo não reconhecem a historicidade dos fenômenos que se manifestam na
sociedade capitalista; por isso, suas teorias são comparáveis às dos teólogos. Ele questiona uma série de teorias e
cria, por sua vez, teorias que até hoje geram longas discussões. O materialismo histórico e dialético, por exemplo,
é um importante viés da teoria marxista; que ele afirma
que: