As tendências unilaterais dos EUA que
marcam desde o início da administração Bush,
acentuando-se após os atentados de 11 de
setembro (2001) representaram um teste
importante para os argumentos da crise
hegemônica, cujos alguns autores defendem que "a
hegemonia estadunidense está em decadência ao
mesmo tempo em que se encontra mais forte e
consolidada do que nunca antes na história". Neste
contexto, a persistência no unilateralismo poderia
ser classificada altamente custosa em função dos
seguintes aspectos:
I- Os EUA ao explicitar a decisão de agir
preventivamente, estimula respostas defensivas de
outros países, que buscam no desenvolvimento de
programas de armas nucleares uma forma de
dissuasão a eventuais ataques estadunidenses.
II- O atual cenário econômico e político assegura
que o unilateralismo norte-americano representa o
prenúncio de uma reafirmação da hegemonia norte-americana.
III- A postura imperial dos EUA facilita as alianças,
justamente em um contexto de luta contra o
terrorismo.
IV-Os EUA ao superestimar seu próprio poder,
corre o risco de cair na armadilha em que caíram no
passado outros Estados imperiais - o
autofechamento, levando os demais países a
buscar alternativas que descartem uma dominação
estadunidense.
Estão CORRETAS apenas: