Externalidades no consumo e na produção e a presença de bens
públicos são falhas de mercado que justificam a participação do
Estado na economia com o intuito de mitigar ou até eliminar
essas falhas.
Nesse sentido:
A apesar da denominação, as externalidades de rede
conhecidas como “efeito esnobe”, que se refere ao desejo de
exclusividade, não é uma falha de mercado, já que os preços
fornecem sinais apropriados aos consumidores que desejam
demandar o bem em questão;
B se empresas poluidoras possuem diferentes processos
produtivos e diferentes custos de redução de emissões, a
imposição de um limite legal à quantidade de poluente é
preferível à imposição de taxas sobre a quantidade de
emissão de poluente;
C segundo o Teorema de Coase, a negociação privada entre
duas firmas envolvidas em uma situação de externalidades
levará à alocação socialmente eficiente somente quando os
direitos de propriedade estejam alocados em favor do agente
que sofre a externalidade;
D os engarrafamentos nas rodovias em horários de pico são um
exemplo importante da denominada tragédia dos comuns,
que se refere ao problema do uso excessivo quando um bem
é rival, mas não excludente, e os direitos de propriedade não
estão bem definidos;
E quando o governo possui informações limitadas sobre custos
e benefícios resultantes da redução da emissão de um
poluente, e quando a curva de custo marginal social for muito
inclinada, a imposição de taxas sobre a quantidade de
poluente emitida é preferível à imposição de um limite legal à
quantidade de emissão de poluente.