A distrofia muscular de Duchenne é uma doença neuromuscular com um curso progressivo,
previsível e irreversível, sendo possível realizar uma abordagem terapêutica baseada nas suas
fases de evolução da história natural da doença. Neste sentido, recomenda-se o seguinte:
A na fase tardia de evolução da doença, em que ocorre dependência total à cadeira de rodas,
promover mobilização e fortalecimento muscular com carga progressiva em membros superiores.
B na fase de transição, em que ocorre redução da capacidade de deambulação e marcha,
incrementar o uso de órtese tipo AFO no repouso, exercícios de mobilidade de membro superior e
uso de cadeira de rodas para deslocamentos prolongados fora do domicílio.
C na fase de aparecimento inicial dos sintomas, com marcha na ponta do pé, incrementar o uso
de órtese tipo AFO durante as atividades diurnas e noturnas, inserindo exercícios de alongamento
e fortalecimento muscular global e cadeira de rodas no ambiente domiciliar.
D na fase de transição, com dificuldade em subir escadas e pular, mas marcha ainda preservada,
incrementar o uso de órteses tipo AFO ao dormir, exercícios de fortalecimento muscular com carga
linear para membros superiores e uso de andador ao sair de casa.