Um estudante de faculdade de 20 anos de idade sofreu um
traumatismo cranioencefálico (TCE) em acidente com
veículo motorizado. Antes do acidente, a família o descrevia
como sério e trabalhador, com nota média oito durante os
dois primeiros anos do curso. O jovem também trabalhava
como frentista em um posto de gasolina, durante 16 horas
por semana. Frequentava a casa de alguns amigos, e seus
interesses de lazer incluem futebol, violão e séries
televisionadas. A tomografia computadorizada seriada
revelou lesões difusas de axônios, edema e hemorragia
intraparenquimatosa temporoparietal posterior. Durante a
primeira semana do TCE, foi introduzida uma sonda de
alimentação e realizada traqueostomia. A terapia ocupacional
e a fisioterapia foram iniciadas na segunda semana após a
lesão, com prescrição médica de amplitude de movimento,
posicionamento e estimulação sensorial. O paciente não
falava e nem seguia conscientemente comandos. Parecia
acompanhar, de forma não consciente, objetos com o olho
esquerdo. Sua pontuação total inicial no Western Neuro
Sensory Simulation Profile foi de 23, e acreditava-se que ele
estivesse desempenhando no nível Rancho II a III,
tornando-se crescentemente receptivo a estímulos
específicos.